1 INTRODUÇÃO
A poligonação, também conhecida como caminhamento, consiste em uma sequência de distâncias e ângulos medidos entre pontos adjacentes, formando linhas poligonais ou polígonos. Inicia-se com uma linha formada por dois pontos conhecidos, determinam-se novos pontos ao longo do percurso até atingir uma linha composta por pontos também conhecidos.
Por meio da poligonal, é possível estabelecer uma série de pontos de apoio para levantamentos topográficos, a partir dos quais coordenadas de outros pontos podem ser determinadas, utilizando métodos como a irradiação. Conforme a NBR 13133 (1994, ABNT), as poligonais são classificadas em:
- Principal: poligonal que determina os pontos de apoio topográfico de primeira ordem;
- Secundária: poligonal que, apoiada nos vértices da poligonal principal, determina os pontos de apoio topográfico de segunda ordem;
- Auxiliar: poligonal usada para coletar pontos de detalhes considerados importantes.
Em campo, as poligonais topográficas podem ser classificadas como
FECHADA (o levantamento inicia e termina no mesmo ponto cujas coordenadas são conhecidas),
ENQUADRADA (o levantamento parte de um ponto de coordenadas conhecidas e chega a outro ponto de coordenadas também conhecidas) e
ABERTA (o levantamento parte de um ponto de coordenadas conhecidas e termina em um ponto cujas coordenadas são desconhecidas).
Após a conclusão do levantamento topográfico em campo, durante o qual são medidos ângulos e distâncias, passamos para a fase de escritório. Nesta etapa, são realizados cálculos para determinar as coordenadas dos vértices da poligonal levantada. Essas coordenadas são referenciadas a um sistema cartesiano plano ortogonal, com os eixos coincidindo nas direções leste-oeste e norte-sul, respectivamente.
Embora o método de Bowditch (Compensação) seja amplamente utilizado globalmente, ele não é um procedimento de ajustamento muito rigoroso, pois presume regularidade na precisão dos ângulos e distâncias dos lados, o que nem sempre é alcançado em levantamentos. No método de Bowditch, o erro angular é distribuído igualmente entre os vértices da poligonal, e a compensação linear é realizada distribuindo o erro de forma proporcional aos comprimentos dos lados da poligonal.
A seguir, serão apresentadas as etapas para o cálculo de uma poligonal topográfica pelo Método Analítico (Bowditch), conforme demonstrado por Oliveira e Saraiva (1998).
2 ROTEIRO PARA O CÁLCULO DE UMA POLIGONAL FECHADA
De forma resumida, o roteiro para o cálculo de uma poligonal topográfica fechada consiste:
- Cálculo, verificação da tolerância e correção do erro angular.
-
Cálculo dos azimutes dos alinhamentos.
-
Cálculo das projeções relativas.
-
Cálculo do erro linear e verificação da tolerância.
-
Cálculo das correções das projeções e projeções corrigidas.
-
Cálculo das coordenadas planas dos pontos de interesse.
-
Cálculo da área, cálculo dos azimutes corrigidos e cálculo dos lados corrigidos.
Para melhor visualisarmos a sequência de cálculos, utilizaremos de um exemplo prático:
Exemplo: Foi realizado um levantamento topográfico a partir do método poligonação (poligonal fechada, com caminhamento no sentido horário e medição de ângulos horizontais horários externos a poligonal) conforme croqui apresentado. Os resultados das medições em campo encontram-se no caderneta de campo apresentada.
2.1 Cálculo da média dos ângulos PD e PI
As medições de ângulos horizontais são realizadas nas posições direta (PD) e inversa (PI) da luneta. Essa abordagem é conhecida como leitura de pares conjugados, em que a média é calculada pela seguinte fórmula:
A condição de somar-se ou subtrair-se 90° (noventa graus) depende:
- Se a leitura em PD for maior que a leitura em PI → Soma-se 90°.
- Se leitura em PD for menor que a leitura em PI → Subtrai-se 90°.
Assim, para o ângulo lido com a estação no vértice VT02, temos:
αré=
00°00'00"
+
180°00'01"
2
± 90°
Observa-se que a leitura em PD é menor que a leitura em PI assim:
αré=
00°00'00"
+
180°00'01"
2
- 90°
αré = 00°00'0,5"
αvante = 169°52'28" + 349°52'28" 2- 90°
Tivemos novamente PD menor que PI. Dessa forma:
αvante = 169°52'28"
De posse dos ângulos de ré e de vante, faz-se então o cálculo do ângulo poligonal, que no caso, trata-se do ângulo que realmente será utilizado no cálculo:
α(n) = αvante - αré
αVT02 = 169°52'28" - 00°00'0,5" = 169°52'28"
Repetindo a sequência de cálculo para os demais vértices, temos:
α
P01 =
331°37’53”
α
P02 =
197°05’43”
α
P03 =
301°58’11”
α
P04 =
259°25’44”
2.2 Cálculo das médias das distâncias em PD e PI
As medições das distâncias horizontais são realizadas nas posições direta (PD) e inversa (PI) da luneta. O cálculo da média é determinado pela seguinte fórmula:
dhij =
dhPD
+
dhPI
2
Assim, para as distâncias lidas com a estação no vértice VT02 com vante em P
01, temos:
dhVT02-P01 =
50,830
+
50,830
2
dhVT02-P01 = 50,830 m
Repetindo a sequência de cálculo para os demais vértices, temos:
dh
P01-P02 =
53,527 m
dh
P02-P03 =
74,274 m
dh
P03-P04 =
52,378 m
dh
P04-VT02 =
51,411 m
2.3 Cálculo, verificação da tolerância e correção do erro angular
Em uma poligonal geometricamente fechada
Ea = 0, a soma dos ângulos, expressa no sistema sexagesimal, segue uma das seguintes fórmulas:
∑αinternos = (n - 2) . 180°
∑αexternos = (n + 2) . 180°
Em que n = número de vértices.
Claramente, o valor resultante da soma dos ângulos medidos em campo divergirá do resultado obtido pela aplicação de uma das fórmulas mencionadas anteriormente. Essa divergência é conhecida como
Erro Angular.
Ea = ∑αcampo - ∑αp.g.f
Em que:
- ∑α
campo = somatório dos ângulos medidos em campo.
- ∑α
p.g.f = somatório angular em uma poligonal geometricamente fechada com o mesmo número de vértices.
Para os ângulos do exemplo, temos que os ângulos são externos, assim:
∑αp.g.f = (5 + 2) . 180° = 1260°00'00"
O somatório dos ângulos medidos em campo é igual a:
∑αcampo = 169°52'28" + 331°37'53" + 197°05'43" + 301°58'11" + 259°25'44" = 1259°59'59"
Assim, o erro angular para a presente poligonal é:
Ea = 1259°59'58" - 1260°00'00" = -00°00'01"
2.3.1 Tolerância para o erro angular
Para que a compensação do erro de fechamento seja possível, é essencial que este seja inferior ao valor de tolerância previamente estabelecido.
Ta = ±kn
Em que: k = coeficiente variável de 1”, 2” ou 3”, função da maior ou menor precisão desejada e n = número de vértices da poligonal.
A condição para distribuir o erro angular é:
|Ea| ≤ |Ta|
Para o levantamento do exemplo, a tolerância foi dada por:
Ta = ±35 = ±6,71"
Como
-6,71" ≤ -1,0" ≤ +6,71", pode-se distribuir o erro angular.
2.3.2 Correção angular
O erro angular é distribuído de maneira uniforme entre todos os vértices. A correção angular por vértice é calculada pela seguinte fórmula:
Ca = -(Ean)
Em que E
a = erro angular e n = número de vértices.
Para o levantamento do exemplo:
Ca = -(-1,0"5) = 0,2"
2.3.3 Ângulos corrigidos
Os ângulos corrigidos são determinados pela seguinte equação:
αC= αi + Ca
Para o ângulo medido em VT
02:
αVT02 = 169°52'28" + 0,2" = 169°52'28,2"
Repetindo o cálculo para os demais ângulos temos:
α
P01 = 331°37'53" + 0,2" =
331°37'53,2"
α
P02 = 197°05'43" + 0,2" =
197°05'43,2"
α
P03 = 301°58'11" + 0,2" =
301°58'11,2"
α
P04 = 259°25'44" + 0,2" =
259°25'44,2"
Para verificar que a poligonal levantada foi corrigida, basta realizar o somatório dos ângulos corrigidos:
∑αC = 169°52'28,2" + 331°37'53,2" + 197°05'43,2" + 301°58'11,2" + 259°25'44,2" = 1260°00'00"
2.4 Cálculo dos azimutes dos alinhamentos
O azimute é o ângulo horário medido a partir do norte até o alinhamento, abrangendo uma variação de 0° a 360°.
Em projetos envolvendo poligonais topográficas, o azimute de um alinhamento é calculado a partir do azimute do alinhamento anterior e do ângulo horizontal medido, conforme expresso na seguinte equação:
- Azn = Az(n-1) + αi ± 180° → para αi no sentido horário.
- Azn = Az(n-1) - αi ± 180° → para αi no sentido anti-horário.
Em que: Az
n é o azimute a se determinar; Az
(n-1) é o azimute do alinhamento anterior; α
i é o ângulo horizontal medido.
2.4.1 Azimute de um alinhamento em função das coordenadas
Em relação a determinação pelas coordenadas, como vimos na postagem sobre
orientação, o rumo e o azimute relacionam-se conforme o quadro abaixo:
Azij = atan(ΔEΔN) + C → As coordenadas dos pontos conhecidos estão em UTM.
- Azimute do alinhamento VT01-VT02.
AzVT01VT02 = atan(743.942,882 - 743.931,1349.440.805,186 − 9.440.803,370) + C
AzVT01VT02 = atan(11,7481,816) + 0° = 81°12'46"
2.4.2 Azimutes dos alinhamentos da poligonal
Utilizando-se da equação exibida no tópico 2.3, calculam-se os azimutes dos alinhamentos da poligonal. O azimute do alinhamento VT02-P01 é calculado inicialmente em função do azimute VT
01-VT
02 e o ângulo de orientação que foi medido em campo. Assim:
AzVT02P01 = 81°12'46" + 280°27'15" ± 180°
AzVT02P01 = 361°40'01" - 180° = 181°40'01"
Para os demais alinhamentos:
AzP01P02 = 181°40'01" + 331°37'53,2" - 180° = 333°17'54,2"
AzP02P03 = 333°17'54,2" + 197°05'43,2" - 180° = 350°23'37,4"
AzP03P04 = 350°23'37,4" + 301°58'11,2" - 180° = 472°21'48,6" - 360° = 112°21'48,6"
AzP04VT02 = 112°21'48,6" + 259°25'44,2" - 180° = 191°47'32,8"
Conferência:
AzVT02P01 = 191°47'32,8" + 169°52'28,2" - 180° = 181°40'01"
2.5 Cálculo das projeções relativas
O cálculo das projeções relativas conecta os azimutes e as distâncias medidas em campo. Quando o levantamento topográfico está alinhado com o norte magnético ou verdadeiro, é necessário que essa direção coincida com o eixo das ordenadas Y. O eixo da abscissa X, por sua vez, forma um ângulo de 90° com o eixo das ordenadas, constituindo assim o par de eixos cartesianos (Veras, 2011).
xij = dij × sen(Azij)
yij = dij × cos(Azij)
xVT02-P01 = 50,830 × sen(181°40'01") = -1,479 m
xP01-P02 = 53,527 × sen(333°17'54,2") = -24,052 m
xP02-P03 = 74,274 × sen(350°23'37,4") = -12,395 m
xP03-P04 = 52,378 × sen(112°21'48,6") = 48,439 m
xP04-VT02 = 51,411 × sen(191°47'32,8") = -10,507 m
Erro na direção X →
∑xij = Δx = 0,007 m
yVT02-P01 = 50,830 × cos(181°40'01") = -50,808 m
yP01-P02 = 53,527 × cos(333°17'54,2") = 47,819 m
yP02-P03 = 74,274 × cos(350°23'37,4") = 73,233 m
yP03-P04 = 52,378 × cos(112°21'48,6") = -19,929 m
yP04-VT02 = 51,411 × cos(191°47'32,8") = -50,326 m
Erro na direção Y →
∑yij = Δy = -0,012 m
2.5.1 Erro linear
Fonte: Adaptado de Veras, 2011.
EL = (Δx)2 + (Δy)2
EL = (0,007)2 + (-0,012)2 = 0,014 m
2.5.2 Tolerância para o erro linear
TL = ±dLkm
Em que: d é um coeficiente em função da classe da poligonal (Ver NBR 13133); L é o perímetro da poligonal em km.
Para a poligonal do exemplo temos:
d = 0,42 (Coeficiente para uma poligonal classe IIIP (NBR 13133).
L = 50,830 + 53,527 + 74,274 + 52,378 + 51,411 = 282,420 m = 0,28242 km
TL = ±0,420,282 = 0,223 m
2.6 Cálculo das correções das projeções e projeções corrigidas.
As correções das projeções podem ser determinadas proporcionalmente aos lados ou ao módulo da projeção correspondente. O erro em um eixo guarda relação com o perímetro da mesma forma que a correção relativa à projeção de um lado se relaciona com esse lado.
2.6.1 Correção das projeções
ΔxP = Cxijdij
Fazendo:
ΔxP = Kx
Temos:
Cxij = -dij × Kx → Fórmula da Correção na Direção X
Aplicando a fórmula para a direção X, temos:
Kx = 0,007282,420 = 2,335610231 . 10-5
CxVT02P01 = - 50,830 . 2,335610231 . 10-5= -0,0012 m
CxP01P02 = - 53,527 . 2,335610231 . 10-5=-0,0013 m
CxP02P03 = - 74,274 . 2,335610231 . 10-5= -0,0017 m
CxP03P04 = - 52,378 . 2,335610231 . 10-5= -0,0012 m
CxP04VT02 = - 51,411 . 2,335610231 . 10-5=-0,0012 m
∑Cxij = -0,007 m
ΔyP = Cyijdij
Em que: C
xij; C
xij = correção das projeções; P = Perímetro e d
ij = comprimento do alinhamento.
Fazendo:
ΔyP = Ky
Temos:
Cyij = -dij × Ky → Fórmula da Correção na Direção Y
Aplicando a fórmula para a direção Y, temos:
Ky = -0,012282,420 = -4,231673716 . 10-5
CyVT02P01 = - 50,830 . (-4,231673716) . 10-5= 0,0022 m
CyP01P02 = - 53,527 . (-4,231673716) . 10-5=0,0023 m
CyP02P03 = - 74,274 . (-4,231673716) . 10-5= 0,0031 m
CyP03P04 = - 52,378 . (-4,231673716) . 10-5=0,0022 m
CyP04VT02 = - 51,411 . (-4,231673716) . 10-5=0,0022 m
∑Cyij = 0,012 m
2.6.2 Projeções corrigidas
Com as correções aplicadas aos alinhamentos, procede-se ao cálculo das projeções ajustadas:
xcij = xij + Cxij
xcVT02P01 = -1,479 + (-0,0012) = -1,480 m
xcP01P02 = -24,052 + (-0,0013) = -24,053 m
xcP02P03 = -12,395 + (-0,0017) = -12,396 m
xcP03P04 = 48,439 + (-0,0012) = 48,437 m
xcP04VT02 = -10,507 + (-0,0012) = -10,508 m
∑xcij = 0,000 m
ycij = yij + Cyij
ycVT02P01 = -50,808 + 0,0022 = -50,806 m
ycP01P02 = 47,819 + 0,0023 = 47,821 m
ycP02P03 = 73,233 + 0,0031 = 73,236 m
ycP03P04 = -79,929 + 0,0022 = -19,927 m
ycP04VT02 = --50,326 + 0,0022 = -50,324 m
∑ycij = 0,000 m
2.7 Cálculo das coordenadas planas dos pontos da poligonal.
As coordenadas do vértice desejado são obtidas somando as coordenadas do vértice anterior à projeção corrigida do alinhamento formado entre esses dois pontos. Matemáticamente a explicação anterior, que para o caso da poligonal do exemplo está em UTM, fica:
En = E(n-1) + xc(n-1)
Nn = N(n-1) + yc(n-1)
Em que:
En = Coordenada Este do ponto de interesse.
E(n-1) = Coordenada Este do vértice anterior.
xc(n-1) = Projeção corrigida x
c do alinhamento entre o ponto de interesse e o ponto anterior.
Nn = Coordenada Norte do ponto de interesse.
N(n-1) = Coordenada Norte do vértice anterior.
yc(n-1) = Projeção corrigida y
c do alinhamento entre o ponto de interesse e o ponto anterior.
Assim:
EVT02 = 743942,882 m
EP01 = 743942,882 + (-1,480) = 743941,402 m
EP02 = 743941,402 + (-24,053) = 743917,349 m
EP03 = 743917,349 + (-12,396) = 743904,953 m
EP04 = 743904,953 + 48,437 = 743953,390 m
EVT02 = 743953,390 + (-10,508) = 743942,882 m ← conferência.
NVT02 = 9440805,186 m
NP01 = 9440805,186 + (-50,806) = 9440754,380 m
NP02 = 9440754,380 + 47,821 = 9440802,201 m
NP03 = 9440802,201 + 73,236 = 9440875,436 m
NP04 = 9440875,436 + (-19,927) = 9440855,510 m
NVT02 = 9440855,510 + (-50,324) = 9440805,186 m ← conferência.
2.8 Cálculo da área da poligonal
Para o cálculo da área da poligonal, usaremos a
Fórmula de Gauss. Gauss desenvolveu uma fórmula notável para calcular a área de qualquer polígono. Essa fórmula utiliza as coordenadas cartesianas dos vértices do polígono.
Vamos considerar um polígono irregular com
n lados, e suponha que conhecemos as coordenadas de seus vértices
(En, Nn), n = 1, 2, ... n - 1, sendo o primeiro vértice coincidente com o último.
2S = (E01×N02 + ... + E(n-1)×Nn + En×N01) + (N01×E02 - ... - N(n-1)×En - Nn×E01)
2S = (E01×N02 + ... + E(n-1)×Nn + En×N01) - (N01×E02 + ... + N(n-1)×En + Nn×E01)
2S = |∑E×N(n+1) - ∑N×E(n+1)|
OBS: O cálculo em módulo é para não termos um valor final de área negativo.
- Para a poligonal do exemplo.
∑E×N(n+1) = 743942,882×9440754,380 + 743941,402×9440802,201 + 743917,349×9440875,436 + 743904,953×9440855,510 + 743953,390×9440805,186 = 3,5116634866×1013 m2
∑N×E(n+1) = 9440805,186×743941,402 + 9440754,380×743917,349 + 9440802,201×743904,953 + 9440875,436×743953,390 + 9440855,510×743942,882 = 3,5116634872×1013 m2
Assim:
2S = |∑3,5116634866×1013 - 3,5116634872×1013| = 5846,703 m2
S = 5846,7032 = 2923,352 m2 ∴ 0,292 ha
2.9 Cálculo dos azimutes corrigidos
Os azimutes corrigidos são determinados em relação às projeções corrigidas ou às coordenadas totais. A atenção aos sinais das projeções é crucial, pois eles indicarão o quadrante no qual o alinhamento está situado.
Azij = atan(ΔEΔN) + C
ΔE = E(n+1) - En = xCij
ΔN = N(n+1) - Nn = yCij
Desta forma, para os alinhamentos da poligonal do exemplo:
AzVT02P01 = atan(-1,480-50,806) + 180° = 181°40'06"
AzP01P02 = atan(-24,05347,821) + 360° = 333°17'54"
AzP02P03 = atan(-12,39673,236) + 360° = 350°23'34"
AzP03P04 = atan(48,437-19,927) + 180° = 112°21'42"
AzP04VT02 = atan(-10,508-50,324) + 180° = 191°47'39"
2.10 Cálculo dos lados corrigidos
Os lados corrigidos são determinados em relação às coordenadas totais ou às projeções corrigidas.
dij = (ΔE)2 + (ΔN)2
dVT02P01 = (-1,480)2 + (-50,806)2 = 50,828 m
dP01P02 = (-24,053)2 + 47,8212 = 53,530 m
dP02P03 = (-12,396)2 + 73,2362 = 74,277 m
dP03P04 = 48,4372 + (-19,927)2 = 53,376 m
dP04VT02 = (-10,508)2 + (-50,324)2 = 51,409 m
3 CONCLUSÃO
Dessa forma, a poligonal foi corrigida integralmente, abrangendo tanto os aspectos angulares quanto lineares. No próximo
post, procederemos com os cálculos e a elaboração da planta topográfica desse exemplo.
REFERÊNCIAS
ABNT.
NBR 13133: Execução de levantamento topográfico. Rio de Janeiro, 1994.
OLIVEIRA, M. T.; SARAIVA, S.
Fundamentos da Topografia. 1998.
VERAS, R. C.
Topografia roteiro para cálculo de Poligonal. 54 pag. – 1ª ed. 1997 – EDUFPI – Teresina.
: Ajustamento de uma poligonal fechada pelo Método dos Mínimos Quadrados.