domingo, 8 de fevereiro de 2026

Ajustamento de Observações Geodésicas: Controle de Qualidade Preliminar das Observações.

Controle de Qualidade Preliminar das Observações


Objetivos da Aula

  1. Entender a importância da verificação das observações antes do ajustamento.
  2. Identificar inconsistências grosseiras por métodos simples.
  3. Aplicar critérios práticos de controle em dados geodésicos.
  4. Preparar os dados para um ajustamento estatisticamente confiável.


1. Por que fazer controle preliminar?

Antes de aplicar o Método dos Mínimos Quadrados, é necessário verificar se os dados:

  • Não contêm erros grosseiros evidentes.
  • Estão coerentes com a precisão esperada.
  • Não apresentam inconsistências sistemáticas.
  • Possuem redundância adequada.

Sem essa etapa:

  • o ajustamento pode “absorver” erros grosseiros.
  • os testes estatísticos posteriores podem ser comprometidos.
  • o resultado final pode ser enviesado.

2. Tipos de verificações preliminares

2.1 Inspeção numérica direta

Consiste em analisar:

  • Valores muito diferentes dos demais.
  • Sinais incoerentes.
  • Ordens de grandeza incompatíveis.

Exemplo: Distâncias observadas.

  • 152,334 m; 152,329 m; 152,331 m; 162,327 m

O último valor é claramente suspeito.

2.2 Verificação de limites instrumentais

Cada instrumento possui uma precisão teórica.

Se:

→ observação suspeita.

Esse critério é baseado na distribuição normal:

  • 99,73% dos valores devem estar dentro de ±3σ.

2.3 Fechamentos geométricos

Muito usado em:

  • Nivelamento.
  • Poligonais.
  • Redes fechadas.

2.3.1 Exemplo – Poligonal

Erro angular:

Se o erro exceder o limite:

→ observações devem ser revisadas.

2.4 Diferença ida–volta (nivelamento)

Se:

→ possível erro grosseiro.


3. Critério estatístico preliminar (teste de dispersão)

Se houver observações repetidas:

1. Calcular média:

2. Calcular desvio padrão:

3. Verificar:

Valores fora desse intervalo são candidatos a erro grosseiro.


4. Importância para o MMQ

O controle preliminar garante que:

  • Os resíduos representem apenas erros aleatórios.
  • O teste χ² seja válido.
  • O teste t identifique corretamente erros remanescentes.
  • A variância a posteriori não seja inflada.

Em termos práticos: O MMQ não substitui a verificação de campo.


5. Exemplo Resolvido

Foram observadas cinco distâncias (m):

  • 152,334; 152,329; 152,331; 152,335; 152,348.

Passo 1 – Média

Passo 2 – Desvio padrão

Passo 3 – Limite 3σ

Intervalo aceitável:

Passo 4 – Verificação

O valor 152,348 está dentro do intervalo.

Nenhum valor é considerado erro grosseiro.


6. Exemplo Proposto

Observações de um desnível (m):

  • 1,324; 1,326; 1,323; 1,325; 1,352.

Determine:

  • 1. A média.
  • 2. O desvio padrão.
  • 3. Verifique pelo critério 3σ se existe erro grosseiro.

6.1 Resposta Final Esperada

Clique aqui

7. Conclusão da Aula

  • O controle preliminar evita que erros grosseiros contaminem o ajustamento.
  • Métodos simples (média, 3σ, fechamentos) são extremamente eficazes.
  • O MMQ deve ser aplicado apenas a dados previamente verificados.
  • Esta etapa é prática obrigatória em campanhas geodésicas.

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sábado, 7 de fevereiro de 2026

Ajustamento de Observações Geodésicas: Teste de Diferenças e Avaliação de Consistência entre Observações.

Vamos prosseguir para a Aula 014, uma aula fundamental para entender consistência local entre observações, importante especialmente em nivelamentos, poligonais e redes com redundância.


Aula 014 – Teste de Diferenças e Avaliação de Consistência entre Observações


Objetivos da Aula

  1. Entender como comparar observações entre si para verificar consistência.
  2. Aprender a usar diferenças como ferramenta estatística.
  3. Relacionar diferenças a redundância local e detecção preliminar de erros.
  4. Aplicar testes simples antes do ajustamento e após o ajustamento.


1. Por que trabalhar com diferenças?

Antes mesmo de aplicar testes formais como χ² e t, analisar diferenças entre observações redundantes permite identificar:

  • Inconsistências óbvias.
  • Erros grosseiros.
  • Falhas instrumentais.
  • Observações destoantes.
  • Erros de anotação.

O método é rápido, simples e extremamente útil em campo.


2. Diferença entre observações repetidas

Se medimos uma mesma grandeza duas vezes:

A diferença é:

Se as observações forem consistentes, espera-se que:


3. Incerteza da diferença

Se cada observação possui desvio padrão σ, assumindo independência:

Com isso, podemos testar:

Em que, (k) é normalmente 2 (aprox. 95% de confiança).


4. Teste formal da diferença

Hipóteses:

Estatística:

Comparar com:

Se violar → diferença inconsistente.


5. Diferenças múltiplas

Se há três observações da mesma grandeza:

Avaliam-se todas as diferenças:

A consistência triangular é uma poderosa ferramenta de pré-ajustamento.



6. Diferenças em poligonais e nivelamentos

6.1 Exemplos reais:

  • Poligonais

Diferença entre ângulos medidos por dois métodos.

  • Nivelamento

Diferença entre desníveis ida/volta:

Quanto menor essa diferença → maior a confiabilidade.


7. Exemplo Resolvido

Duas medições de desnível entre A e B foram realizadas:

  • L1 = 1,324 m
  • L2 = 1,318 m

Precisão teórica do nível:

  • Passo 1 — Diferença
  • Passo 2 — Incerteza da diferença
  • Passo 3 — Estatística t

Comparando com tcrítico = 2,0: 2,12 > 2,0

→ A diferença é suspeita, indicando possível erro grosseiro em uma das observações.


8. Exemplo Proposto

Duas observações de uma mesma distância:

  • L1 = 152,327 m
  • L2 = 152,331 m

Precisão teórica do distanciômetro:

Pergunta: As observações são consistentes ao nível de 95%?

8.1 Resposta Final Esperada

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9. Conclusão da Aula

  • Diferenças são uma ferramenta simples, rápida e eficaz para detectar inconsistências.
  • O teste avaliando ΔL / σΔL utiliza o mesmo princípio do teste t.
  • A análise de diferenças é crucial antes do ajustamento e em campo.
  • Diferenças também são parte da confiabilidade local no MMQ.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Curso de HTML: Introdução à estrutura básica de uma página HTML5.

Aula 002 Introdução à estrutura básica de uma página HTML5


1 Objetivo da aula

Nesta aula você aprenderá a montar a estrutura mínima correta de um documento HTML5, compreendendo a função das principais tags estruturais e criando sua primeira página funcional para abertura direta no navegador.


2 A ideia central de um documento HTML

Todo documento HTML é organizado em duas grandes partes. A primeira contém informações descritivas e técnicas sobre a página. A segunda contém o conteúdo que será exibido ao usuário.

  • Head: informações sobre a página.
  • Body: conteúdo visível no navegador.

3 Estrutura mínima de um HTML5

Um documento HTML5 completo possui uma sequência lógica de elementos que garante correta interpretação pelos navegadores modernos.

  1. Declaração do tipo de documento.
  2. Elemento html com definição de idioma.
  3. Seção head com metadados.
  4. Seção body com o conteúdo.

4 Declaração do DOCTYPE

A declaração do tipo de documento informa ao navegador que o código utiliza o padrão HTML5. Isso evita comportamentos antigos de renderização e garante maior compatibilidade.


5 A tag html e o atributo lang

A tag html envolve todo o documento. O atributo lang define o idioma principal do conteúdo, auxiliando leitores de tela, mecanismos de busca e ferramentas de acessibilidade.

Para conteúdos em português do Brasil, utiliza-se o valor pt-BR.


6 O que vai dentro do head

A seção head contém informações que não aparecem diretamente na página, mas são essenciais para o funcionamento correto do documento.

  • Definição de codificação de caracteres.
  • Configuração de visualização em dispositivos móveis.
  • Título exibido na aba do navegador.
  • Descrição da página para buscadores.

7 O que vai dentro do body

A seção body contém todos os elementos que o usuário visualiza, como textos, listas, links, imagens e formulários. Nesta etapa inicial, utilizamos apenas um título e um parágrafo.


8 Exercício prático

  1. Acesse a pasta curso-html.
  2. Crie a pasta aula-02.
  3. Crie o arquivo index.html.
  4. Escreva a estrutura básica do HTML5.
  5. Salve e abra o arquivo no navegador.

9 Lista de verificação

  • Arquivo salvo com extensão html.
  • Declaração do tipo de documento presente.
  • Tags html, head e body corretamente organizadas.
  • Codificação UTF-8 definida.
  • Configuração de visualização responsiva aplicada.
  • Título exibido corretamente na aba do navegador.

10 Resumo da aula

Nesta aula você compreendeu a estrutura fundamental de um documento HTML5, a função das principais seções e criou a base estrutural que será reutilizada ao longo de todo o curso.


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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Ajustamento de Observações Geodésicas: Teste de Student (t-test) aplicado a Resíduos Individuais.

Agora avançamos para um dos testes "mais fundamentais" para o controle de qualidade no ajustamento geodésico: o Teste t de Student, usado para verificar se um resíduo individual é compatível com o modelo estatístico ou se ele pode indicar erro grosseiro.

Aula 013 – Teste de Student (t-test) aplicado a Resíduos Individuais


Objetivos da Aula


  1. Entender a função do teste t dentro do Ajustamento de Observações.
  2. Aprender a testar se um resíduo é “suspeito”.
  3. Aplicar o teste em problemas reais de nivelamento, poligonais e GNSS.
  4. Compreender a ligação entre resíduos, variância a posteriori e confiabilidade.

1. Por que usar o Teste t na Geodésia?

O Teste t responde à pergunta: Um resíduo é grande demais para ser explicado por erro aleatório? Se sim → pode existir erro grosseiro.

O teste é usado após o ajustamento, quando já temos:

  • Resíduos vi
  • Variância a posteriori σ20
  • Precisão individual dos resíduos

2. Modelo do Resíduo

Após o ajustamento:

Ou seja:

  • A expectativa do resíduo é zero (se não há erro grosseiro).
  • O desvio padrão do resíduo é conhecido.

Logo, o teste t verifica:

3. Estatística do Teste t

Em que:

  • vi = resíduo da observação
  • σvi = desvio padrão do resíduo

O valor calculado é comparado com o "t crítico":

  • Se estiver dentro → resíduo compatível
  • Se estiver fora → resíduo suspeito

4. Valores críticos típicos (α = 5%)

Para graus de liberdade ≥ 30 (aproximação comum):

Se os graus de liberdade forem menores, usa-se tabela específica. Mas, na prática geodésica, usa-se quase sempre:

5. Desvio padrão do resíduo

É calculado a partir da matriz:

Em que:

  • ΀0 = variância a posteriori (qualidade global do ajuste)
  • qvi = elemento da matriz Qv associada à observação i

👉 Esta parte será aprofundada quando entrarmos na matriz Q (Aulas 025–030).

6. Exemplo Resolvido

Após o ajustamento de uma poligonal, obteve-se:

  • Resíduo da observação 3:
  • Desvio padrão do resíduo:

Pergunta: o resíduo é suspeito?

→ Use tcrítico = 1,96.

6.1 Passo 1 — Cálculo do t:

6.2 Passo 2 — Comparação com t crítico:

6.3 Conclusão:

O resíduo é suspeito → pode indicar erro grosseiro. Deve-se verificar:

  • A observação,
  • O instrumento,
  • O registro de campo,
  • Ou repetir a medição.

7. Exemplo Proposto

Após ajustar um nivelamento, temos:

Com t crítico = 1,96:

Determine se o resíduo é suspeito.

7.1 Resposta Final Esperada:

Clique aqui

8. Conclusão da Aula

  • O teste t é usado individualmente para cada resíduo.
  • Resíduos grandes → suspeita de erro grosseiro.
  • A variância a posteriori é fundamental para o cálculo.
  • O teste t é uma ferramenta indispensável na Geodésia moderna, especialmente em:
    • Redes GNSS
    • Poligonais
    • Nivelamento
    • Ajuste híbrido (método combinado).

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Matemática: Adição e Subtração com Reagrupamento.

Aula 10 - Adição e Subtração com Reagrupamento


Objetivos da aula

  • Compreender a adição quando a soma das unidades ultrapassa 9.
  • Compreender a subtração quando é necessário recorrer a uma dezena.
  • Resolver adições e subtrações simples com reagrupamento.

1) Adição com reagrupamento

Na adição, quando somamos as unidades e o resultado passa de 9, formamos uma dezena. Essa dezena precisa ser adicionada à ordem das dezenas.

Ao somar 8 unidades com 5 unidades, obtemos 13 unidades. Isso corresponde a 1 dezena e 3 unidades.

Esse processo recebe o nome de reagrupamento.


2) Subtração com reagrupamento

Na subtração, o reagrupamento acontece quando o número de cima não tem unidades suficientes para subtrair.

Nessa situação, retiramos uma dezena e a transformamos em 10 unidades. Assim, conseguimos realizar a subtração corretamente.

Para calcular 42 menos 7, observamos que não é possível tirar 7 unidades de 2 unidades. Então transformamos uma dezena em 10 unidades. O número passa a ter 3 dezenas e 12 unidades.


3) Organização dos cálculos

Para facilitar adições e subtrações com reagrupamento, os números devem estar bem alinhados. Unidades ficam embaixo de unidades. Dezenas ficam embaixo de dezenas.

Essa organização reduz erros e ajuda a entender o que está acontecendo em cada etapa.


4) Exemplos resolvidos e explicados

4.1 Exemplo 1

Calcule 18 + 6.

Somamos as unidades 8 + 6 e obtemos 14. Isso corresponde a 1 dezena e 4 unidades. Somamos a dezena formada às dezenas existentes. O resultado final é 24.

Resposta: 24.

4.2) Exemplo 2

Calcule 52 menos 8.

Não é possível tirar 8 unidades de 2 unidades. Transformamos uma dezena em 10 unidades. O número passa a ter 4 dezenas e 12 unidades. Agora subtraímos 12 menos 8 e obtemos 4. O resultado final é 44.

Resposta: 44.


5) Exercícios para você fazer

5.1) Exercício 1

Calcule 27 + 8.

Resposta: 35.

5.2) Exercício 2

Calcule 61 menos 9.

Resposta: 52.


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