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segunda-feira, 19 de março de 2018

Uma nova jornada: Meu Mestrado.


E aí pessoinhas, tudo blz?
Então, essa postagem aqui é para falar da reviravolta que minha vida teve desde o dia 23 de fevereiro passado.

Estava eu like a boss em casa (dia 23/02/18) curtindo o meu split a 23° (vinte e três graus, aqui em Teresina-PI isso é frio viu.), conversando com minha girl (leia namorada) que mora em outra cidade cerca de 53 km de minha residência (sim eu namoro uma morena de José de Freitas-PI e eu sou de Teresina-PI, e sim, somos muitos felizes com quase 5 anos efetivos de namoro), via o app de troca de mensagens instantâneas mais famoso do mercado, quando de repente meu celular notifica-me o recebimento de um email.

Este email era nada mais nada menos que a convocação para a matricula no Programa de Pós-Graduação em Ciências Geodésicas e Tecnologias da Geoinformação (Nível Mestrado) da Universidade Federal de Pernambuco, no caso perguntavam se eu me interessava em uma vaga remanescente.
Bem, eu tinha prestado o processo seletivo em novembro de 2017, e tinha me dado mal na defesa de pré projeto, porém minha nota no currículo foi muito boa, e a nota do projeto também foi boa, o que me deixou numa posição até que razoável/regular (27º de 18 vagas), perante o primeiro edital.
Porém galera, o destino as vezes brinca de te sacanear (dessa vez positivamente) e uns dois dias após o "resultado final" do processo seletivo houve uma retificação no edital, houve um novo resultado final, aumentaram o número de vagas fazendo eu ficar a duas posições do último colocado. Só que após o "primeiro resultado final", não acompanhei mais a página pois, estava triste né, e o que aconteceu, surgiram duas desistências e quem entrou, claro!!, o papai aqui...
Na mesma hora do email, mandei um print sem acreditar para minha namorada, na mesma hora ela falou: diz que quer a vaga. E assim eu fiz, na sequência fiz meu cadastro no SIG@ da UFPE, fiz minha matrícula e então começou a peleja para conseguir grana para vir para Recife-PE.

Eu tinha um corsa wind sedan ano 1999, que meu pai tentou vender, só que ninguém quis, terminou que ele vendeu uma bros laranja com prata que ele tinha (a galera não quis o corsinha, mas, quiseram a bros) e ficou com o carro, para num futuro tentar transformá-lo em uma moto (trocar). Do valor que ele vendeu a bros ele me pegou milzão para ele e me deu o restante. Deste eu paguei 2 meses de aluguel adiantados e o restante está em minha poupança para ir me fazendo até onde der aqui com ele.

Para quem estranhou eu namorar uma menina em José de Freitas, cerca de 53 km de minha cidade, imagina agora namorar uma menina de José de Freitas, cerca de 1195 km de onde eu tou... Vai continuar do mesmo jeito. Seria melhor se ela tivesse aqui comigo, eu quero até trazer ela. Já falei com a dona da kitnet se poderia trazer e ela prontamente disse que sim, que era uma boa, para que eu não ficasse sozinho em um lugar distante de todos, que dava para ela tentar  arrumar um trabalho por aqui enquanto tenta também entrar no mestrado.
Por falar distante de todos, coisa ruim é você sair de perto de seus familiares, não desejo isso a ninguém, eu até estava de boa com tudo, até um dia antes da viagem, quando percebi que iria deixar, pai, mãe, irmãs, sobrinhos (que quando juntos, os três fazem mais barulho que qualquer carreta furacão), amigos e um cachorro (mais esperto e sem vergonha que qualquer outro) para longe e que ia demorar um tempo até vê-los de novo, difícil sustentar o choro e na hora de pegar o bus,  o choro veio e veio com força, acho que, o que não saiu de lagrimas nos últimos cinco anos, saíram de Teresina-PI a Elesbão Veloso-PI (Tou exagerando, mas, chorei bastante) era um aperto no peito tão grande, terrível.
Agora estou em Recife-PE, forever alone, numa kitnet, pensando na vida. Pensar em voltar para casa? Sim, pensei demais durante toda a viagem, me imaginava falando para o motorista: moço pare aqui que eu vou descer. Também pensei isso aqui na Kitnet após chegar. No almoço agora pouco. Porém, não posso fazer isso, e as vezes certos tipos de sacrifícios tem que serem feitos para no fim você conseguir a sua vitória.

Quanto ao mestrado, muitas dúvidas, muitas mesmo, duvidas demais, como: ) que irei fazer?... Não quero mais o projeto que eu tinha enviado, posso mudar?... Será que eu vou conseguir?... Será que irei aprender?... Será que minhas notas serão boas?... Dentre muitas outras dúvidas que aparecem em minha mente...
No momento a única coisa que sei é, vou tentar resistir a saudade, engolir o choro e encarar esse desafio, pois, quanto mais forte eu ser nessa batalha, logo antes ela irá acabar, e este é meu desejo, para então voltar para o lugar de onde eu não devia ter saído.

Agora vamos para as ironias do destino:

Em 2010 eu prestei o último Programa Seriado de Ingresso a Universidade - PSIU, da Universidade Federal do Piauí, era o processo seletivo para entrar na graduação. Pois bem, eu, um cabra oriundo de escola pública, não podia concorrer a nenhum tipo de cota, pois, tinha feito nada mais nada menos que a alfabetização, a 1ª série, a metade da 2ª série e a 3ª serie do ensino fundamental em escola particular com isso fiz em ampla concorrência o vestibular para Engenharia de Agrimensura (logo em 2013 o curso mudou para Engenharia Cartográfica e de Agrimensura, e eu fui migrado), e passei em último lugar. Dentro da universidade corri atrás do que não sabia e, sem querer me achar demais, me formei como um dos melhores discente, o melhor eu tenho certeza que não fui, mas, entre os melhores creio que tem uma vaga la no final para mim, isso eu tenho certeza, pois me esforcei demasiadamente...
Agora presto esse seletivo para o Mestrado, e novamente o último colocado... Seguindo a lógica...


Vou estudar demais...
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Minha Experiência com o TCC.

Figura 01: TCC.
Fonte: Google Imagens (2017), adaptado.

Depois desse tempo off, no Blogger e no Youtube pelo motivo auto-explicativo da postagem, estou de volta, mais magro e com menos cabelo na cabeça. Hoje irei falar da minha experiência com o meu Transtorno de Conclusão de Curso, popularmente conhecido como, Trabalho de Conclusão de Curso ou somente TCC.

Atualmente grande parte das instituições de ensino superior, requerem dos alunos um trabalho final em que ele irá expor uma pesquisa sobre um determinado tema da área do seu curso, no meu curso que é o de Engenharia Cartográfica e de Agrimensura da Universidade Federal do Piauí (UFPI) até meados de 2012 não tinha, mas, para a infelicidade de muitos e minha, entrou na grade curricular.

Não vou explicar todas essas resenhas que todo mundo já cansou de ler, de normas e outras coisinhas que tem que ter no trabalho, só vou relatar a minha experiência com esta, parafraseando Dona Mariana  (mãe de minha namorada): provação.

Primeiramente em TCC 1, disciplina que é paga antes do TCC mesmo, foi definido o meu orientador e o tema ao qual eu iria pesquisar, só que este dependeria de algumas obras a serem executadas pela Universidade Federal do Piauí, assim fiquei preso a pesquisa e não podia realizar a prática pois não tínhamos as bases geodésicas que serviriam de apoio para simplesmente tudo. Resumo, perdi um período que poderia ter adiantado muita coisa, pois até hoje 30/01/2017 estas bases nunca foram instaladas. Pois bem, em setembro de 2016 resolvi mudar o tema, pois em dezembro tinha que finalizar essa parada, conversei com meu orientador ele concordou e então literalmente cai no campo.

O meu tema exigia que eu trabalhasse com Receptores GNSS (Global Navigation Satellite System) e Estação Total assim, parceiros, o que eu peguei de sol na moleira não tá escrito, primeiramente para quem não sabe, sou teresinense e aqui todo ano temos um período chamado de B R O - Bró (que vai de Setembro a Novembro) em que o sol está a mais ou menos 93 metros de altura em relação a Superfície Física da Terra e coincidiu justamente com o período em que estava realizando a prática de meu TCC. Resumo, QUENTE!! Quente!! quente!!, mas, eu como um cabra homem, alto, forte e viril e um bom agrimensor, caí "pra" dentro mesmo sem medo.

Figura 02: Tentando inutilmente fixar um ponto abaixo de obstáculos.
Fonte: Autor (2017).
Figura 03: Estação Total, Parcerias (Guilherme e Vicente) e Eu.
Fonte: https://goo.gl/rXDrQD (2016).

Depois de coletar tudo (Coordenadas Elipsoidicas com o Recptor GNSS, Ângulos e Distâncias com a Estação Total), fazer todos os cálculos exigidos, preparar a parte escrita, depois de muitas, muitas, muitas correções, faltando apenas dois dias para o prazo final de entregar os exemplares para banca meu orientador me envia um email as 18 h recomendando algumas mudanças (só quase tudo,  tou exagerando, mas, era muita coisa), e no final da mensagem colocou uma  frase confortante: "e torce para o coordenador aceitar você apresentar depois da data prescrita no calendário acadêmico" (não foi isso, mas era esse sentido). Eu até entendi o final do email, pois, como já eram 18 horas, e eu só teria no caso a quinta feira para fazer e entregar na sexta como sem falta, ele deduziu que eu não terminaria, aí eu vos pergunto: dormir pra quê?

Assim, as 18 horas da quarta-feira sentei-me em minha mesa, e só levantei as 5:40 h da quinta, já com as correções feitas e enviada para meu orientador. Para quem pensa que dormi depois disto estão muito enganados pois tinha uma tarefa no Estágio Supervisionado (mais sol) para realizar e 8 h da manhã já estava eu na UFPI pegando equipamento no Laboratório de Topografia. Ainda na quinta feira, meu orientador me enviou outro email, desta vez avisando que no 17/01/2017 as 15 h seria a minha defesa, mas, teriam algumas correções, e que era para fazer estas no final de semana e na segunda feira como sem falta entregar os exemplares para a banca.

Figura 04: Fuck Yea.
Fonte: Google Imagens (2017).

Assim, fiz as correções, entreguei os exemplares e então fui me preparar para a apresentação, aí é que tá a parada sinistra da coisa, pois, o que você acha de erro no trabalho não escrito e elaborar uma apresentação que dure entre 20 e 30 minutos com um tema gigantesco é algo que lhe tira o sono que você já não estava tendo.

Então chega a Terça-feira (17/01/2017), o dia da minha defesa!!
No dia da minha apresentação eu acordei cedo como de costume, só estava um pouquinho nervoso, só um pouquinho, mas, tudo bem, preparei o meu material, notebook, slides, copia dos slides em pendrives e ONE DRIVE, coloquei tudo na mochila e resolvi ir mais cedo para a UFPI de modo a que, iria almoçar e então ter tempo livre para ler mais uma vez meu TCC e ver os slides para a apresentação.

Saí de casa  +ou- 11 h, com minha namorada (Lismariane), chegamos ao Restaurante Universitário +ou- 11:30 h, chegando lá, no cardápio do site dizia uma coisa, na hora era outra, mas, tudo bem nada que um refrigerante famoso do mercado mundial sabor Cola não resolvesse o problema para deglutir o alimento. Então vou pegar minha carteira na mochila, para pegar o dinheiro para comprar as fichas e o refrigerante, mas, cadê a mochila...

Figura 05: O inicio da tormenta.
Fonte: Drift Club (2017).

Sim, esqueci a mochila em casa, mas, tudo bem, minha namorada tinha dinheiro ela pagaria, terminaríamos o almoço e então iriamos em casa pegar a minha mochila com simplesmente tudo que eu precisava e chegaríamos na UFPI antes das 13 h. E assim terminando o almoço partimos para minha residência, só que: SÓ QUE. Ao chegarmos em frente ao Shopping cujo o nome é o mesmo de minha cidade e pertencente ao Grupo de um senhor cheio de dinheiro de sobrenome famoso, meu carro resolveu chamar a responsabilidade pra ele e a roda RASGA, sim a roda do carro rasgou.

Figura 06: Corsinha com pneu rasgado.
Fonte: Lismariane (2017).

Ao tentar usar meu macaco (péssimo macaco diga-se de passagem), ele topado e a roda nem do chão saiu. Tirei o mesmo, coloquei a roda furada sobre um pedaço de madeira, subi o parafuso do macaco ganhando alguns centímetros de altura, mas, também não resolveu, então pedi reforço no Drift Club.

Figura 07: Pedindo Reforço e sendo Zuado.
Fonte: Drift Club (2017).

Então após a ajuda de meu primo Leone Felipe e meu amigo Eric Melo, o pneu foi trocado e fui em casa banhar, trocar de roupa, colocar a mochila no carro. Voltando para a UFPI eram umas 14:30 h, faltando pouco mais de meia hora para a apresentação o notebook que eu ia usar para colocar no data show, simplesmente não pegou, até pegou, mas, apagava a tela, sendo que ele é da minha namorada e ela passou  o ano de 2016 apresentando trabalho com ele nos data show da UFPI, não só ela, como outras pessoas, que necessitavam de um notebook com entrada VGA, mas, na minha vez, não deu certo, fui procurar outro, achei e advinha também não pegou. Na terceira tentativa, agora com o notebook do Departamento de Transportes do Centro de Tecnologia da UFPI, enfim consegui realizar a apresentação.

Figura 08: A apresentação.
Fonte: Drift Club (2017).

Depois da apresentação a única certeza que você tem é, vão lhe mostrar muitos erros e vão lhe pedir muitas correções. E foi isso que aconteceu, depois eles pedem para todos se retirarem para discutir a nota. Enfim a nota é dada e metade do peso sai das suas costas porque a outra metade só sai depois da entrega da versão final, que foi realizada dia 26/01/2017 encerrando minha Quest de Graduação.

Figura 09: Drift Club parabeniza o autor.
Fonte: Drift Club (2017).
E assim foi a minha experiência com o TCC, muitas imagens postadas pelo fato de acharem que eu estava de embuste, mas, graças a Deus deu tudo certo no final. Obrigado a todos que de alguma forma me ajudaram na realização desse trabalho.

Deniezio Gomes
Eng. Cartógrafo e Agrimensor.


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